“Hoje em dia se fala de rede, de colaboração, de possibilidades de constituir relações que quebram um pouco esses laços hierárquicos que estão instituídos socialmente. A potência do encontro acontece quando é permitido as pessoas habitarem, co-habitarem, se relacionarem e se reinventarem constantemente.” Andréa Bardawil - diretora artística da Bienal de Dança do Ceará
De 21 a 31 de outubro de 2007, a VI Bienal Internacional de Dança do Ceará trará uma programação de espetáculos e encontros para diversos espaços nas cidades de Fortaleza, Sobral, Crato, Juazeiro do Norte e Nova Olinda. São cerca de 60 apresentações, entre espetáculos, performances, intervenções, instalações, mostra de vídeo-dança, residências artísticas, lançamentos de livros e exibição de filmes.
A Bienal, deste ano, traz como reflexão a contemporaneidade onde tudo habita e se contagia de tudo. A proposta é pensar como a diversidade e a pluralidade nas abordagens estéticas podem refletir a força desses fluxos e propiciar novas formas de organização. A pergunta levantada pela Bienal de 2007 é como podemos aproveitar as trocas culturais, para a dança que dançamos, criamos ou pensamos? Uma resposta possível: favorecendo ao surgimento de uma estratégia para a construção de novas condições de possibilidade, sobretudo no que diz respeito à constituição de processos criativos.
“A redução das distâncias pela tecnologia permitiu uma aproximação de algumas culturas e essa proximidade geográfica também deu espaço a construção de novas identidades. Novas formas de mistura de saberes e sensibilidades nasceram e criaram novas mestiçagens.” Rachid Duramdane - coreógrafo -França
É na criação de novas possibilidades para pensar os processos criativos e culturais que o Terramar se aproxima da Bienal. Os jovens que integram os pontos de cultura das comunidades de Flecheiras, Caetanos de Cima e Curral Velho foram convidados a participar do evento e refletir conosco sobre as questões levantadas pela Bienal.
A VI Bienal Internacional de Dança do Ceará tem como realizadores o Instituto Terramar e a Indústria da Dança e possui o patrocínio da Petrobrás e da Oi, com apoio cultural do Oi Futuro. A promoção é feita pelo Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria da Cultura (Secult).
Todos os espetáculos têm entrada franca.
Para maiores informações acesse o site
http://www.bienaldedanca.com/
“O centro do mundo não esta somente num lugar. O centro não esta lá onde estamos. Ele é fragmentado. Trata-se de aceitar a realidade como fenômeno múltiplo, do qual só podemos perceber um fragmento ao mesmo tempo.” Pyio Dkach – coreógrafo - Quênia