A empresa Ypióca Agroindustrial interpelou judicialmente o professor do Departamento de Geografia da UFC Jeovah Meireles e o jornalista Daniel Fonsêca, pelo fato de eles terem divulgado informações de domínio público que contrariaram seus interesses empresariais. A atitude da empresa foi uma reação à repercussão de uma matéria redigida pelo jornalista alemão Nobert Suchanek (intitulada "Hipocrisia na Bio-qualidade" e com repercussão internacional), a partir de uma palestra proferida por Jeovah Meireles durante o I Seminário Nacional contra o Racismo Ambiental (Rio de Janeiro, 11/2005). A questão principal refere-se à responsabilização da YPIÓCA por injustiças ambientais e violações dos direitos humanos do povo indígena Jenipapo-Kanindé de Aquiraz (CE).
O motivo das medidas judiciais foi a denúncia e divulgação dos danos ambientais causados pela YPIÓCA à Lagoa da Encantada e do desrespeito aos direitos humanos do povo indígena Jenipapo-Kanindé, fato já de amplo conhecimento da sociedade, inclusive do Ministério Público Federal, do Ibama e da Funai.
As condutas da YPIÓCA ensejaram inclusive a perda do Selo Orgânico concedido pelo Instituto Biodinâmico (vinculado a um instituto alemão). A resposta dada pela empresa ao fato foi a abertura de um processo judicial para que a matéria jornalística fosse censurada e o jornalista, punido. Mesmo assim, a reportagem encontra-se publicada em vários sítios internacionais e em importantes redes de movimentos sociais e de entidades defensoras dos direitos humanos.
O problema remonta há mais de 20 anos, nos quais a empresa vem destruindo a Lagoa da Encantada, alterando a qualidade da água e o ecossistema de usufruto indígena. Trata-se indistintamente de uma degradação a um sistema ambiental de preservação permanente, uma vez que o ecossistema é fundamental para a etnia, por estar relacionado à segurança alimentar, à identidade cultural e ao cotidiano dos índios Jenipapo-Kanindé, que habitam ancestralmente a região. Esse fato, na verdade, é apenas mais um dos conflitos que vêm ocorrendo entre a etnia e a YPIÓCA.
Com a finalidade de irrigar a monocultura da cana-de-açúcar (matéria-prima para a produção de cachaça), a empresa promove o bombeamento indiscriminado da água, polui o lençol freático, prejudica o abastecimento, a pesca e a agricultura de subsistência das comunidades que margeiam a Lagoa, em detrimento dos serviços ambientais de fundamental importância para a qualidade de vida dos índios Jenipapo-Kanindé. A degradação se deu, sobretudo, por causa da liberação de vinhoto, produto do processo industrial de fabricação da cachaça.
Além de todos esses danos causados, os donos da Ypióca sequer reconhecem a existência da etnia e negam a existência de índios em todo o litoral cearense. Conforme podemos verificar no seguinte trecho, presente na interpelação feita pelo advogado da empresa: "Inexiste qualquer registro histórico da presença de índios naquela área do litoral cearense, sendo oportuno assinalar que o nome "Jenipapo-Kanindé" foi criado por interessados no ressurgimento de índios no litoral cearense (...) Não há, em toda costa cearense, qualquer comunidade que tenha ou mantenha usos, costumes e tradições tribais". Tal afirmação contraria, inclusive, o governo federal que, no Diário Oficial da União nº 159, de 18 de agosto de 2004, reconhece essa etnia e delimita sua terra.
Com essas ações, a Ypióca soma-se a outras empresas que, na busca de altos lucros, agridem e mercantilizam a natureza, degradam territórios indígenas e culturas tradicionais e desrespeitam os direitos humanos, dentro da lógica do mercado e do capital, geralmente com o apoio de governantes. Esta é a lógica histórica de extermínio de todos os povos indígenas, nas suas diferentes etnias, que perdura desde a colonização. Em 1863, uma decisão do governo provincial decretava a "extinção" de índios no Ceará. Hoje, grandes empreendimentos, realizados com a conivência e omissão das autoridades, são responsáveis por destruir o meio ambiente e a cultura dos povos. São exemplos: a carcinicultura (criação de camarão em cativeiro) e a construção de Resorts Turísticos e campos de golfe no litoral; da Torre Iguatemi Empresarial na margem do rio Cocó e de outros megaempreendimentos nos manguezais e dunas da Zona Costeira cearense. Isso ocorre no momento em que a crise desse modelo de desenvolvimento se aprofunda globalmente, colocando em risco a vida e o planeta. Que o diga o relatório sobre o aquecimento global do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) da ONU.
Junto com isso, vêm a perseguição com censura a jornalistas e pesquisadores independentes, o cerceamento à liberdade de expressão e a tentativa de intimidação a quem denuncia, protesta e se solidariza com quem luta. No caso do professor Jeovah Meireles, não é só a Ypióca que tenta criminalizá-lo mas também o grupo Nova Atlântida Ltda, que encaminhou uma série de ações contra ele, por ter elaborado um estudo, juntamente com a professora Marcélia Marques (UECE), sobre os impactos socioambientais de um empreendimento de 42 resorts e hotéis, 8 campos de golfe e 5 marinas que a empresa pretende construir na Terra Indígena Tremembé de São José e Buriti. O projeto teve sua licença de instalação suspensa por ação civil do Ministério Público Federal no Ceará. Mais um caso de dano social e racismo ambiental a uma comunidade indígena.
Diante de todas essas injustiças, a história de lutas e de resistência dos povos não pode ser silenciada! À luta cotidiana dos Jenipapo-Kanindé vêm somando-se uma série de entidades ambientalistas, professores (as), estudantes e demais defensores (as) dos direitos humanos. Nós abraçamos a causa em defesa do meio ambiente e dos povos! Defendemos a liberdade de expressão, o exercício profissional dos jornalistas e a autonomia e legitimidade da produção científica e tecnológica das universidades.
Somos contra qualquer tipo de intimidação, coerção ou impedimento da afirmação e autodeterminação de etnias, gêneros e gerações (crianças, jovens e idosos). Somos a favor de que toda e qualquer atividade produtiva esteja sempre em busca da construção de uma sociedade humanamente diversa, socialmente igual, completamente livre e ambientalmente sustentável.
Por isso, em defesa dos povos, somos todos e todas Jenipapo-Kanindé e Tremembé de São José e Buriti! Somos todos e todas Jeovah Meireles, Nobert Suchanek e Daniel Fonsêca. Sentimo-nos todos e todas interpelados (as), assumimos como nossas todas as afirmações que foram alvo de interpelações e nos posicionamos:
- Em repúdio à prática destrutiva e socioambiental danosa da empresa YPIÓCA e às medidas judiciais impetradas por ela a fim de calar os movimentos sociais.
- Pelo fim imediato de tentativas de criminalização e intimidação de pesquisadores (as), jornalistas, lideranças indígenas e comunitárias, independentes e críticos, que lutam pelos direitos humanos e pela justiça e sustentabilidade ambientais.
- Em defesa da preservação da natureza, da demarcação de todas as terras indígenas, pela liberdade de expressão, pela reafirmação da função social da universidade pública e por uma nova sociedade possível e necessária!
- Que o Judiciário cearense não sirva a interesses privados e se atenha à garantia do exercício das garantias constitucionais e dos dispositivos previstos nos instrumentos internacionais de direitos humanos e socioambientais dos quais o Brasil faz parte.
YPIÓCA INTENTA INTIMIDAR PARA SILENCIAR LOS MOVIMIENTOS SOCIALES
La empresa agro-industrial Ypióca[1] ha interpelado judicialmente el profesor del Departamento de Geografía de la Universidad Federal de Ceará-UFC (en la región nordeste de Brasil) Jeovah Meireles y el periodista Daniel Fonseca, por el hecho de haber divulgado informaciones, del dominio público, que contrarían los intereses de la empresa. La actitud de la compañía fue una reacción a la repercusión de una materia escrita por el periodista alemán Nobert Suchanek (intitulada "Hipocresía en la Bio-calidad" y con repercusión internacional), a partir de una conferencia pronunciada por el profesor Jeovah Meireles en el I Seminario Nacional contra el Racismo Ambiental (Río De Janeiro, noviembre de 2005). El reportaje menciona la responsabilidad de la YPIOCA por las injusticias y los daños ambientales y la violación de los derechos humanos del pueblo indígena Jenipapo-Kanindé de Aquiraz.
La razón de las medidas judiciales fue la denuncia y la divulgación de los daños ambientales causados por la empresa YPIÓCA a la "Lagoa da Encantada" [Laguna de la Encantada] [2] y el desacato a los derechos humanos de los indios Jenipapo-Kanindé, hecho ya del conocimiento amplio de la sociedad, incluso del Ministerio Público Federal en el Ceará, Instituto Brasileño del Medio Ambiente y de los Recursos Naturales Renovables (IBAMA) y Fundación Nacional de los Indios (FUNAI)
Por coincidencia, después de la circulación de este reportaje, la empresa YPIÓCA perdió el sello orgánico concedido por el Instituto de Biodinâmico (en sociedad con Demeter Internacional). La respuesta dada por la empresa al hecho fue la abertura de una acción judicial de modo que el reportaje fuera censurado y el periodista, castigado. Aún así, el reportaje fue publicado en varios sitios internacionales y redes importantes de movimientos sociales y entidades que defienden los derechos humanos.
Sin embargo, hace más de 20 años, la YPIÓCA viene destruyendo la "Lagoa da Encantada", modificando la calidad del agua y del ecosistema de usufructúo indígena. Es un ecosistema fundamental para la etnia, relacionado a la seguridad alimenticia, identidad cultural y al cotidiano de los indios Jenipapo-Kanindé que habitan la región ancestralmente, esta compañía degrada indistintamente un sistema ambiental de preservación permanente. Este hecho, en realidad, se junta a los conflictos que vienen ocurriendo entre la etnia y la YPIÓCA.
La empresa también promueve el bombardeo indiscriminado del água de la Laguna para irrigar la mocultura de caña de azúcar (materia prima para la producción de la bebida alcohólica Cachaça), contamina las aguas freáticas, perjudica el abastecimiento, la pesca y la agricultura de la subsistencia de las comunidades que viven alrededor de la Laguna, en detrimento de los servicios ambientales de gran importancia para la calidad de vida de los indios Jenipapo-Kanindé. La degradación ocurrió, principalmente, debido al derramamiento de vinhoto, producto del proceso de la fabricación industrial de la cachaça.
En la interpelación, los dueños de la YPIÓCA no reconocen la existencia de la etnia y afirman que no existen indios y ni sus tierras en toda la costa de Ceará, oponiéndose, incluso, al Gobierno Federal que, en el Diário Oficial da União nº 159 de 18 de agosto de 2004, reconoce esta etnia y delimita sus tierras.
La Ypióca juntase a otras empresas que, buscando grandes lucros, destruyen y mercantilizan la naturaleza, degradan territorios indígenas y culturas tradicionales y no respetan los derechos humanos, dentro de la lógica del mercado y del capital, generalmente con la ayuda de aquellos que gobiernan. Son ejemplos de estas prácticas destruidoras del medio ambiente y promotoras de daños para la sociedad la carcinicultura (creación del camarón en cautiverio), la construcción de resorts turísticos y campos del golf en la costa; de la Torre Iguatemi Empresarial (edificio con 14 pisos) al margen del río Cocó (en la ciudad de Fortaleza) y de otros megaempreendimentos en los manglares y dunas de la zona costera de Ceará. Todo esto ocurre en el momento que la crisis del modelo de 'desarrollo' se profundiza globalmente, poniendo en riesgo la vida y el planeta. Tal como se plantea el informe sobre el calentamiento global del plan Intergubernamental de Cambios Climáticos (IPCC, en inglés), del ONU.
Junto con esto, viene la persecución y censura de periodistas e investigadores de la universidad, el intento de cercenar la libertad de expresión, de intimidación a quién denuncia, protesta y se solidariza con quién lucha. En el caso del profesor Jeovah Meireles, no es solo la Ypióca que intenta criminalizarlo, también el grupo Nova Atlántida Ltda. (en el municipio de Itapipoca, 130 quilómetros de la ciudad de Fortaleza, en el margen del maglar del río Mundaú) que dirigió una serie de acciones contra él, que ha hecho un informe junto con la profesora Marcélia Marques (Universidad Estadual de Ceará - UECE) sobre los impactos sociambientales. Este grupo, de que se prepone construir 42 resorts y hoteles, 8 campos de golf y 5 marinas en la tierra indígena Tremembé de São José y Buriti, tiene la licencia de la instalación suspendida por una acción civil del Ministerio Público Federal. Más un caso de daños sociales y racismo ambiental a una comunidad indígena.
La historia de luchas y resistencia del pueblo no pueden ser renegada. A la lucha diaria de los Jenipapo-Kanindé vienen agregándole una serie de entidades ambientalistas, de profesores (as), de estudiantes y defensores de los derechos humanos.
¡Abrazamos la causa en defensa del medio ambiente y de los pueblos! Defendemos la libertad de expresión, el ejercicio profesional de los periodistas y de la autonomía y la legitimidad de la producción científica y tecnológica de las universidades.
Estamos contra cualquier tipo de intimidación, de coerción o de impedimento de la afirmación y de la autodeterminación de las etnias, genero y de las generaciones (niños, jóvenes y mayores). Estamos a favor de que todo y cualquier actividad productiva sea siempre en busca de la construcción de una sociedad humanamente diversa, socialmente igual, totalmente libre y ambientalmente sostenible.
¡Por lo tanto, en defensa de los pueblos, somos todos y todas Jenipapo-Kanindé y Tremembé de São José y Buriti! Somos todo y todas el Jeovah Meireles, Nobert Suchanek y Daniel Fonsêca. Sentímonos todos y todas interpelados y nos posicionamos:
En repudio a las practicas destructivas y socioambiental dañosa de la compañía YPIÓCA y a las medidas judiciales impetradas por ella para silenciar a los movimientos sociales.
Para el fin inmediato de tentativas de criminalizar e intimidar a los periodistas y los investigadores universitarios, lideres indígenas y comunitarios que luchan para los derechos humanos y la justicia y la sustenibilidad ambiental.
¡En defensa de la preservación de la naturaleza, demarcación de todas las tierras indígenas, por la libertad de expresión, la reafirmación de la función social de la universidad pública y por una nueva sociedad posible y necesaria!
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[1] Tiene sus industrias en la ciudad de Aquiraz, estado del Ceará/nordeste de Brasil. El productor de Cachaça (bebida alcohólica derivada de la caña de azúcar), es también fabricante del papel y de la cartulina, botellas de PET y PVC, explotación de agua mineral, el transporte, distribución y comercialización de mercancías. Exporta sus productos a la Europa, principalmente a Alemania.
[2] La laguna de la Encantada es un ecosistema lacustre insertado en la Tierra Indígena de los indios Jenipapo-kanindé. Es situada en el municipio de Aquiraz, 50 kilómetros al este de la ciudad de Fortaleza. Un sistema ambiental asociado a las dunas fijas y al ecosistema manglar, cuando su canal de ligarse al mar en las cercanías de la zona costera. Es el ecosistema principal de la aldea, la base para las actividades tradicionales relacionadas con la agricultura de subsistencia, pescados y el ocio de los indios. Ecosistema básico para la continuidad de las actividades de este grupo indígena.
Ypioca attempts to intimidate and silence social movements
Professor Jeovah Meireles of the Geography Department of the Federal University of Ceara (UFC) and the journalist Daniel Fonseca have been called by the justice system to respond to questions related to the fact that they divulged information, in the public domain, which was contrary to the business's interests of Ypioca Agroindustria[1]. The company's attitude was a reaction to the repercussion of an article by the German journalist, Nobert Suchanek (entitled "Hypocrisy in Bio-quality" with international repercussions), through a talk given by Jeovah Meireles during the 1st National Seminar on Environmental Racism (Rio de Janeiro, November 2005). The principle question refers to Ypioca's responsibility for environmental injustices and human rights violations of the Jenipapo-Kaninde indigenous people of Aquiraz, Ceara.
The motives for the legal action was the denouncement and disclosure of environmental damage caused by Ypioca to the Lagoa da Encantada[2] and their lack of respect for human rights of the indigenous Jenipapo-Kaninde people, facts already widely known by society, including the Federal Pubic Ministry, IBAMA (Brazilian Environmental Agency), and FUNAI (National Foundation of Indians).
Ypioca's conduct is motivated by the loss of Organic Certification on its cachaça by its certifier, the Biodynamic Institute - IBD (linked to the international certifier Demeter International). The company's response to the loss was the opening of a legal process to censure the journalistic material, and punishment of the journalist. This, despite the fact that the news can be found published in various international websites and in important networks of social movements and defense of human rights entities.
Nevertheless, Ypioca has been destroying the Lagoa da Encantada for more than 20 years, altering the water quality and the ecosystem traditionally used by the indigenous population. The Lagoa is a fundamental ecosystem for this ethnic group, related to its food security, cultural identity, and daily customs. The Jenipapo-Kaninde have traditionally inhabited the region, while the company indiscriminately degrades environmental systems with "permanent preservation" status. The fact of the matter is that this is only one of many conflicts that have occurred between the ethnic group and Ypioca.
In order to produce cachaça, the company also indiscriminately pumps water to irrigate the sugar cane monoculture (raw material for cachaça production); pollutes ground water; and threatens water storage, fisheries, and subsistence agriculture of the communities which live around the Lagoa, all in detriment to the environmental services of fundamental importance to the quality of life of the Janipapo-Kaninde people. The degradation has been caused, overall, by the release of effluents (vinhota) from the industrial process of cachaça production.
In the referred to legal action, the owners of Ypioca never recognize the existence of the ethnic group and affirm that no Indians exist, nor are there any indigenous lands, throughout the whole coastal zone of Ceara, contrary to the federal government's recognition in the Diario Oficial da Uniao nº 159, 18 August 2004, of this ethnic group and the delimiting of its lands.
Ypioca joins other businesses in the search for high profits, assaulting and selling off nature, degrading indigenous territories and traditional cultures, and disrespecting human rights, all within the logic of markets and capital, generally with the support of governments. True examples of this environmentally destructive practice and promoter of damage to society are shrimp farming and the construction of Tourist Resorts and Golf Courses along the coast; the Iguatemi Tower (14 story office building) along the margin of the Coco River, and other mega-developments in mangroves and sand dunes along the Ceara coastline. This occurs at the time that the crises of this model of development deepens globally, putting at risk the life of the planet, as found in the report on global warming by the Intergovenmental Panel on Climate Change (IPCC) of the UN.
Beyond the persecution with censure of journalists and independent researchers, there is a clamping down on free expression and the attempt at intimidation of those who denounce, protest, and act in solidarity with those who resist. In the case of Professor Jeovah Meireles, not only Ypioca is trying to criminalize him, but also the Nova Atlantida Ltda group, which has brought a series of actions against him. This group, which is trying to construct 42 resorts and hotels, 8 golf courses, and 5 marinas on indigenous lands of the Tremembe people of Sao Jose e Buriti, in the city of Itapipoca (130 km to the west of Fortaleza), had their installation license suspended by a civil action of the Federal Public Ministry in Ceara. Just one more case of social damage and environmental racism in an indigenous community.
The history of community struggles and resistance cannot be disrespected. The daily struggle of the Jenipapo-Kaninde has been adopted by a series of environmental entities, professors, students, and other defenders of human rights. We embrace the cause in defense of the environment and of the peoples! We defend freedom of expression, the professional exercise of journalists, and the autonomy and legitimacy of university scientific and technological research.
We are against any type of intimidation, coercion, or impediment to the affirmation and auto-determination of races, genders, and ages (children, youth, and senior citizens). We are in favor of all and any productive activity being always in search of the construction of a humanly diverse, socially equitable society, completely free and environmentally sustainable.
Therefore, in defense of the peoples, we are all Jenipapo-Kaninde and Tremembe of Sao Jose e Buriti! We are all Jeovah Meireles, Nobert Suchanek, and Daniel Fonseca. We all feel called upon by the legal system for questioning; we assume as our own all of the affirmations that have been target of the legal actions and we position ourselves:
- In repudiation of the destructive and socio-environmentally damaging practices of the Ypioca company and the legal actions solicited by it with the goal of silencing the social movements;
- For the immediate end of attempts to criminalize and intimidate researchers, journalists, indigenous and community leaders, independents and critics, fighting for human rights and for environmental justice and sustainability;
- In defense of the preservation of nature, demarcation of all indigenous lands, for free expression, for the reaffirmation of the social function of public universities, and for a new society is possible and necessary!
- That the Ceara judiciary does not serve private interests and it restricts itself to assuring the exercise of constitutional guarantees and the mechanisms prescribed in international instruments of human and socio-environmental rights, of which Brazil is a part.
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[1] Company producing Cachaça (alcoholic beverage derived from sugar cane), paper and cardboard, PET and PVC bottles, bottler of mineral water, ranching, transportation and distribution of merchandise, and marketing. Headquartered in the city of Aquiraz, state of Ceará, Brazil. Exports products to Europe, principally to Germany.
[2] Lagoa da Encantada is a lacustrine (lake) ecosystem within indigenous lands of the Jenipapo-Kanindé people. Located in the municipality of Aquiraz, 50 km to the east of Fortaleza, it is associated with fixed dunes and mangrove ecosystems. There is a canal that links it to the sea and the coastal zone. It is the village's principle ecosystem and base of the people's traditional activities related to subsistence agriculture, fishing, and leisure. The ecosystem is fundamental for the continuity of activities of this indigenous group.
Entidades Nacionais
Agência de Notícias Esperança (AnotE)
AMCOSC - Associação de Moradores do Conjuntos São Cristóvão
ANDES – Sindicato Nacional
Ação Brasileira pela Nutrição e Direitos Humanos (ABRANDH)
AMB- Articulação de Mulheres Brasileiras
Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo – APOINE
Associação Alternativa Terrazul
Associação de Organizações Sociais e Serviços (Amora)
Associação de servidores do NUTEC- UFC
Associação dos Amigos da Sabiaguaba
Associação dos Docentes da UFC (Adufc)
Associação dos Produtores Indígenas Pitaguary
Associação de Servidores de Educação do Ceará
Associação Nacional de Ação Indigenista ( ANAI)
Casa de Defesa e Cultura da Mulher Chiquinha Gonzaga
Central de Movimentos Populares (CMP/CEARÁ)
Central Única dos Trabalhadores – (CUT –CE)
Centro Acadêmico XII de Maio-Medicina_UFC
Centro Acadêmico de Psicologia da UNIFOR.
Centro de Assessoria Jurídica Universitária – CAJU
Centro de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos (CDPDH)
Centro de Mídia Independente (CMI)- Coletivo Ceará
Coletivo Bloco Verde
CONLUTAS –CE
Coordenação das Organizações Indígenas do Estado do Ceará - COPICE
Crítica Radical
Escritório Frei Tito de Alencar (ALCE)
Esplar - Centro de Pesquisa e Assessoria
FBOMS - Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento
Fórum Carajás (São Luís- MA)
Fórum Cearense de Direitos Humanos
Fórum Cearense de Mulheres
Fórum em Defesa da Zona Costeira do Ceará
Grito da Juventude
Grupo de Estudos e Pesquisas Étnicas – GEPE ( UFC)
Grupo de Resistência Asa Branca - GRAB
Instituto Ambiental Viramundo
Instituto da Memória do Povo Cearense - IMOPEC
Instituto de Juventude Contemporânea - IJC
Instituto Terramar
Irmãs de Notre Dame de Namur (ONG)
MCH - Movimento De Conjuntos Habitacionais
MCP - Movimento dos Conselhos Populares
Movimento De Juventude de Vila GG
Movimento dos Sem Casa
MST- Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - CE
Movimento SOS Cocó
Núcleo TRAMAS (Trabalho, Meio Ambiente e Saúde para a Sustentabilidade), da Faculdade de Medicina da UFC
Oposição Rodoviária
Oposição Sindical do Judiciário
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL -CE)
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado - PSTU
Projeto Brasil Sustentável e Democrático (FASE)
Rede Brasileira de Ecossocialistas
Rede de Educação Ambiental do Litoral Cearense - REALCE
Rede Estadual de Assessoria Jurídica Popular Universitária – REAJU
Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares- Ceará
Sindicato APEOC
Sindicato da Confecção Feminina de Fortaleza
Sindicato da Construção Civil
Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos e Serviços de Saúde SindSaúde-CE
Sindicato dos Fazendários do Ceará- SINTAF
Sindicato dos Jornalistas do Ceará- SINDJORCE
Sindicato dos Servidores do Detran-CE
Sindicato dos Trabalhadores da UFC
Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual do Ceará – MOVA-SE
Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará- SINDIUTE
União das Mulheres Cearenses – UMC
Entidades Internacionais
Alianza por los Manglares Aguas y Suelos (ALMAS) - Venezuela
Asian Institute of Technology (AIT) – Tailândia
Comité para la Defensa y Desarrollo de la Flora y Fauna del Golfo de Fonseca (CODDEFFAFOLF) - Honduras
Environmental Justice Foundation (EJF) -Inglaterra
PESSOAS
Adalberto de Alencar, Educador
Ademir Costa, jornalista
Adelaide Gonçalves - historiadora, professora UFC.
Adriana Silveira Martins, jornalista
Adryane Gorayeb,Geógrafa.
Aécio Alves de Oliveira -Professor UFC
Aílton Lopes, bancário
Alda Regina Monteiro Gomes Toledo, médica (ES)
Aleksandra Holanda da Nóbrega Sampaio, estudante
Alessandra Vital, jornalista
Alexandre Barbalho, Professor da UECE
Alexandre Uchoa, da Executiva do PSOL-CE
Alfredo Quarto, Mangrove Action Project - MAP (EUA)
Aline Baima, jornalista
Aline Marques de Barros, universitária
Amaro de Alencar – Prof. do Departamento de Geografia UFC
Amit Kumar, ASIA
Ana Fábia Castelo, Assistente Social
Ana Léa A. Castelo, Produtora
Ana Maria Castelo, professora
Ana Paula Rabelo, professora
Ana Valéria Holanda da Nóbrega, historiadora e turismóloga.
Ana Vládia Holanda Cruz, psicóloga
André da Rocha Branco Fernandes, Artesão
André Lima, estudante de Economia UFC.
Andréa Bezerra Crispim, Estudante de geografia da UFC
Ângela de Alencar Araripe Pinheiro, Professora da UFC
Antônio Ibiapino da Silva, Assessor de Governo
Aristeu Antônio de Lima Neto, funcionário público
Arnaldo Fernantes, militante ambientalista
Beatriz Gurgel, jornalista.
Bete Mary Flynn, da Irmãs de Notre Dame de Namur
Bruno Alexander Olinda Braga Correia, Estudante
Bruno Vasconcelos, estudante
Carlos Alberto Ribeiro, do Movimento Grito de Juventude
Carlos Guilherme do Valle, professor (UFRN)
Carlos Henrique Costa Guilherme, Geógrafo
Cecília Campello do Amaral Mello, Antropóloga
Celene Fonseca, antropóloga (Bahia)
Célio Freire, servidor público
Célia Guabiraba, coordenadora de projetos do IMOPEC
Clarissa Tavares, jornalista (Conselho Indigenista Missionário)
Cleide Madeiro, Militante Ambientalista
Clélia Lustosa da Costa – Professora do Dep. de Geografia UFC
Cloude Correia, Instituto Internacional de Educação do Brasil
Conceição Coutinho Melo – Assistente Social
Cristiane Fonseca Ximenes de Castro, dentista
Cristina Fonseca, funcionária pública
Daniele Carvalho Pinheiro, Pesquisadora Assistente (UFRJ)
Débora Dias, jornalista
Debora G. Urano – Turismologa
Dellany Oliveira - Educadora Ambiental, Pesquisadora e Artista Plástica
Demitri Nóbrega Cruz, Advogado
Dhirendra Prasad Thakur, do AIT (Asian Institute of Technology )
Diógenes Lycarião Barreto de Sousa, Jornalista
Dolores González – Investigadora-Docente Secretaría de Alianza por los
Manglares Aguas y Suelos (ALMAS)- Caracas Redmanglar Venezolana
Edson Marques, Estudante de Ciências Sociais - UFC.
Elaine Corets, do Mangrove Action Project - MAP (EUA)
Elizabeth Cabral Gondim, Educadora Ambiental
Estêvão Martins Palitot, antropólogo
Eustógio Dantas - Coordenador da Pós-graduação em Geografia da UFC
Eugênio Gustavo Normando Stone, Jornalista
Eva Batista Caldas, professora aposentada do Dep. Geologia (UFC)
Felipe de S. Siqueira - Estudante de Turismo
Flávia Oliveira do Nascimento - Auxiliar Técnica da SEMAM
Francisca Joicemeiry Ramos de Brito, estudante e membro do MST
Francisco Elenilson Gomes do Nascimento, porteiro e menbro associação União de Moradores de Luta do Álvaro Weyne
Franderlan Campos Pereira - Sociólogo
Gecíola Fonseca, publicitária
Gema Galgani Esmeraldo, professora (UFC)
Gerson Boaventura Bastos Netto, professor
Gilmar de Carvalho, professor da UFC
Gledson Ribeiro de Oliveira,Historiador
Glícia Maria Pontes Bezerra, professora (UFC)
Hebe Macedo de Carvalho - professora.
Henyo T. Barretto Filho, Diretor Acadêmico/IEB
Idevaldo da Silva Bodião, Professor da UFC
Isabel Fonseca, estudante da Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL)
Ismael de Andrade Pordeus Junior, Professor UFC
Ítalo Coriolano Honório - Estudante de Comunicação
Jader Oliveira Santos - Geógrafo
Janaina de Paula, jornalista
Janice Monteiro, jornalista
Jean Mac Cole Tavares Santos, professor
Jean Pierre Leroy, Projeto Brasil Sustentável (Fase)
Joana Belarmino de Sousa, Professora UFPB
João Alfredo Telles Melo, advogado (Greenpeace)
João Hercílio Fernandes Mendes, bancário
João Luís Joventino do Nascimento, Professor e Membro da REALCE
João Marcelo Ferreira, Estudante
Jocélio Praciano, servidor público
Joísa Maria Barroso, Arquiteta Urbanista
Jorge Varella – Redmanglar Honduras
Josael Jario Santos Lima, Militante Ambientalista
José Alves Coelho, servidor público
José Auri Pinheiro, Químico
José Carlos de Araújo, professor (UFC)
José Domingos Ribeiro Neto, Biólogo
José Osmar Fonteles Prof. da UVA e Chefe do PARNA Jericoacoara.
José Wilson Uchoa - Geólogo;
Juliana Castrillo Baracat
Jussara Pereira Bernardo
Katharine Magalhães, jornalista
Larissa Lima Ferreira, jornalista
Leandro Bonfim de Castro, dentista
Leinad Carbogim, diretora executiva da Fundação Brasil Cidadão – FBC
Lena Lúcia Espíndola Rodrigues Figueirêdo, professora da UECE
Leonardo Lima Vasconcelos Carneiro, cientista social e professor da rede pública estadual
Leonardo Sampaio, educador popular
Leopoldo Cavaleri Gerhardinger ( ONG ECOMAR - BA)
Levi Furtado Sampaio - Prof. do Departamento de Geografia da UFC
Líder Góngora, Secretário Executivo da Redmanglar Internacional
Lourival Almeida de Aguiar , Administrador
Luciana Costa, artista visual e professora
Luciana Melo de Medeiros, Militante Ambientalista e estudante
Luciana Nóbrega, estudante de Direito
Luciana Queiroz, engenheira de pesca
Luis Augusto Nobre, Jornalista
Luiz Botelho Educação - Prof. do Departamento de Educação da UFC
Luiz Eduardo Vecchio Fontes, estudante de direito
Magnólia de Azevedo Said, Advogada
Maíra Bosi, estudante de Comunicação (UFC)
Manoel Luís Martins da Cruz, professor (UFRGS)
Manuella Nobre, Jornalista
Márcia Vidal Nunes- Professora UFC
Marcus Vinicius de Oliveira, Agrônomo
Maria Alice Mccabe , Irmãs de Notre Dame de Namur
Maria Elisa Zanella - Profa. do Departamento de Geografia da UFC
Maria Ercilia Mendonça Maia - Estudante e Ambientalista - MCP
Maria da Conceição Lopes de Oliveira, Engenheira de Alimentos
Maria das Graças Ferreira, Assistente de Tesouraria
Maria das Graças T.P.C.M. de Matos, estudante de Medicina
Maria de Fátima Guabiraba, do Conselho Consultivo do IMOPEC
Maria de Fátima Ribeiro Meireles, servidora do Ibama
Maria do Céu de Lima, Professora do Departamento de Geografia – UFC
Maria Geralda de Almeida - Professora do Departamento de Geografia UFG – IESA
Maria José Colaço Rocha, analista Ambiental do IBAMA
Maria Verônica da Silva Guedes, cineasta
Maria Rosário de Carvalho, Profa. da UFBA
Mário Luiz Gomes Soares - Núcleo de Estudos em Manguezais (NEMA)
Marize Vital, professora e geógrafa
Marta Celina Linhares Sales- Profa. do Departamento de Geografia da UFC
Maurizio Farhan Ferrari, do Forest Peoples Programme (Inglaterra)
Max Maranhão Piorsky Aires, professor (Uece)
Mayara Melo, Jornalista
Mayrá Lima, Jornalista
Mayre Sabóia, publicitária
Milene Madeiro de Lucena, jornalista
Misael torres -mov.estudantil UFC/militante do Psol
Mônica Mourão, jornalista e mestranda em Comunicação (UFF-RJ)
Nelsa Souto, Filosofa/Professora
Nilo Sergio Aragão, professor
Noraney Alves Lima , Assistente Social
Patrícia Alvarenga Porto Lima Vidal, Eng. de Pesca e Coord. Programa Parque Vivo/PREX/UFC
Patrícia Cassemiro, Jornalista
Paulo Roberto Lopes Thiers - Prof. do Departamento de Geografia da UFC
Paulo Sérgio Farias, Movimento Popular
Pedro Bezerra, do CDPDH (DF)
Pedro Z. Malavolta, Jornalista
Philipe Ribeiro, Tecnólogo em Saneamento e Recursos Hídricos
Raimundo José Félix, Engenheiro Agrônomo e Professor
Ramon Rawache, do CA de Medicina (UFC)
Raoni Xavier Lucena, ilustrador e estudante (UFPB)
Raquel Rigotto, professora (UFC)
Raulene Gonçalves, Geógrafa
Regina Vianna Brizolara
René Schärer, da Associação dos Amigos da Prainha do Canto Verde
Renato Roseno, Advogado
Roberta Braga-Advogada
Roberta Menezes Sousa, Assistente Social, feminista
Roberto Araújo, professor
Roberto Cunha, Professor da UERN
Rogério Costa, Fórum em Defesa da Zona Costeira do Ceará
Rogério Tomaz Júnior (Coletivo Intervozes)
Ronaldo José Alonso
Ronaldo Salgado (Professor UFC)
Samuel Braga - Militante Ambientalista
Sarah Luiza de Souza Moreira, cientista social
Sílvia Fonseca Nunes, Educadora Ambiental
Soraya Vanine, do ICSF (Coletivo Internacional de Apoio Trabalhadores da Pesca) e FDZCC
Gardênia Rodrigues Saraiva Leão, técnica do Esplar
Severino Soares Agra Filho, professor (UFBA)
Tania Pacheco – coordenadora do GT contra o Racismo Ambiental, da Rede Brasileira de Justiça Ambiental
Uyara Bernardo de Sena, jornalista
Vanda Claudino Sales, ambientalista e professora da UFC
Vanda Souto, Cientista Social
Vanessa Luana Oliveira Lima, geógrafa
Vólia Barreira, funcionária pública
Walber Nogueira da Silva, advogado e professor
Zabbey Nenibarini, do CEHRD (Centre for Environment, Human Rights and Development- Nigeria.
Zélia Maria de Moraes Rocha, Procuradora de Justiça do MP – Ce
01/07/2007
Jeovah Meireles comentou:
06/08/2008 11:15
“NOTA DE ESCLARECIMENTO:
Antonio Jeovah de Andrade Meireles, geólogo, professor universitário, venho, por meio desta, a bem da verdade, apresentar esclarecimentos referentes aos fatos articulados no processo n. 2007.01.12155-6, que corre perante a 8ª vara Criminal de Fortaleza, envolvendo minha pessoa bem assim a empresa Ypióca Agroindustrial Ltda., o que faço da forma seguinte: Em 2005, ao participar do “Primeiro Seminário contra o Racismo Ambiental”, ocorrido no Rio de Janeiro, fui convidado a desenvolver exposição sobre os conflitos socioambientais no litoral cearense em razão de minha experiência de mais de 15 anos como pesquisador dos ecossistemas e da geodinâmica do litoral e as relações desenvolvidas pelas comunidades tradicionais. Na ocasião, foi trazido à baila a situação dos índios Jenipapo-Kanindé no município de Aquiraz/CE, que há anos reclamavam uma postura mais atuante do poder público contra uma alegada degradação da Lagoa da Encantada. Foram então apresentadas informações e relatos dos próprios índios que demonstravam a necessidade de maior atenção do Poder Público com a lagoa em apreço. Esclareço, a bem da verdade, que, naquele momento, não fiz, qualquer afirmação, atribuindo à empresa Ypióca Agroindustrial Ltda. a prática de crime ambiental de qualquer natureza. A partir do referido seminário, teve início uma série de notícias jornalísticas indicando, inadequadamente, como de minha autoria denúncias de que a Ypióca estaria lançando vinhoto e outras substâncias poluentes na Lagoa da Encantada, uma vez que as informações veiculadas diziam respeito a dados obtidos de outras fontes. É preciso esclarecer que nunca tive, naquele episódio ou em qualquer outro, a intenção de macular a imagem da empresa ou de prejudicar suas atividades comerciais com a propagação de informações, cujos fatos ainda não foram devidamente esclarecidos. Reconheço que as mencionadas matérias jornalísticas tomaram uma dimensão excessiva, podendo ter causado prejuízos à empresa. Esclareço, entretanto, que jamais me posicionei como responsável em face daquelas, até mesmo porque não compactuo com práticas difamatórias ou caluniosas, sempre tendo pautado minha atividade docente e de pesquisa na ética. Espero que, diante destes necessários esclarecimentos, a empresa acate-os, pondo fim às demandas criminal e cível existentes, querendo, de igual, dar a devida publicidade à presente. Pelo exposto, pugnando pela verdade, trago os devidos esclarecimentos, à comunidade em geral no intuito de evitar distorções e maiores prejuízos, comprometendo-me a evitar qualquer outro pronunciamento formal, via internet ou qualquer outro meio de comunicação, em dissonância com o posicionamento aqui assumido, referente aos fatos alusivos a ação criminal em tela.”
Jeovah Meireles comentou:
10/12/2008 11:21
Antonio Jeovah de Andrade Meireles, geólogo, professor universitário, venho, por meio desta, a bem da verdade, apresentar esclarecimentos referentes aos fatos articulados no processo n. 2007.01.12155-6, que corre perante a 8ª vara Criminal de Fortaleza, envolvendo minha pessoa bem assim a empresa Ypióca Agroindustrial Ltda., o que faço da forma seguinte: Em 2005, ao participar do “Primeiro Seminário contra o Racismo Ambiental”, ocorrido no Rio de Janeiro, fui convidado a desenvolver exposição sobre os conflitos socioambientais no litoral cearense em razão de minha experiência de mais de 15 anos como pesquisador dos ecossistemas e da geodinâmica do litoral e as relações desenvolvidas pelas comunidades tradicionais. Na ocasião, foi trazido à baila a situação dos índios Jenipapo-Kanindé no município de Aquiraz/CE, que há anos reclamavam uma postura mais atuante do poder público contra uma alegada degradação da Lagoa da Encantada. Foram então apresentadas informações e relatos dos próprios índios que demonstravam a necessidade de maior atenção do Poder Público com a lagoa em apreço. Esclareço, a bem da verdade, que, naquele momento, não fiz, qualquer afirmação, atribuindo à empresa Ypióca Agroindustrial Ltda. a prática de crime ambiental de qualquer natureza. A partir do referido seminário, teve início uma série de notícias jornalísticas indicando, inadequadamente, como de minha autoria denúncias de que a Ypióca estaria lançando vinhoto e outras substâncias poluentes na Lagoa da Encantada, uma vez que as informações veiculadas diziam respeito a dados obtidos de outras fontes. É preciso esclarecer que nunca tive, naquele episódio ou em qualquer outro, a intenção de macular a imagem da empresa ou de prejudicar suas atividades comerciais com a propagação de informações, cujos fatos ainda não foram devidamente esclarecidos. Reconheço que as mencionadas matérias jornalísticas tomaram uma dimensão excessiva, podendo ter causado prejuízos à empresa. Esclareço, entretanto, que jamais me posicionei como responsável em face daquelas, até mesmo porque não compactuo com práticas difamatórias ou caluniosas, sempre tendo pautado minha atividade docente e de pesquisa na ética. Espero que, diante destes necessários esclarecimentos, a empresa acate-os, pondo fim às demandas criminal e cível existentes, querendo, de igual, dar a devida publicidade à presente. Pelo exposto, pugnando pela verdade, trago os devidos esclarecimentos, à comunidade em geral no intuito de evitar distorções e maiores prejuízos, comprometendo-me a evitar qualquer outro pronunciamento formal, via internet ou qualquer outro meio de comunicação, em dissonância com o posicionamento aqui assumido, referente aos fatos alusivos a ação criminal em tela.
Jeovah Meireles comentou:
10/12/2008 11:24
Statement: Herewith I, Antoio Jeovah de Andrade Meireles, geologist, university professor, present truthful explanations about facts mentioned in the case nº 2007.01.12156-6, presently at the 8th district court of Fortaleza, that involves my person and the company Ypióca Agroindustrial Ltda: Due to more than 15 years of experience in research of ecosystems and geo-dynamics of the coast and to the relationship developed with traditional communities, I was invited in 2005 to talk about socio-environmental conflicts at the coast of the State of Ceará at the “First Seminary against Environmental Racism.” in Rio de Janeiro. On that occasion, the situation of the Indians Jenipapo-Kanindé from the community of Aquiraz – Ceará was also discussed. For several years, they had already demanded a more active position against the alleged degradation of the lake Lagoa da Encantada from the local government. Thus, informations and accounts from the indios themselves where presented and demonstrated the necessity of a stronger action of the government with regard to the above mentioned lake. I truthfully declare that, on this occasion, I made no assertion, attributing the practice of environmental crimes of any kind to the company Ypióca Agroindustiral Ltda. This event was the starting point of a series of press-notes, inadequately indicating myself as author of accusations that Ypióca spills toxic waste from sugar-cane processing and other polluting substances into that lake. Such information came from other sources. I need to explain that I never had the intention to besmirch the image of that company or to harm its commercial activities at any moment, disseminating information with facts not yet proved. I admit that the above mentioned publications took an excessive dimension, able to harm the company. But I declare that I was never responsible for them. I don’t agree with defamatory and slanderous practices and base my activities in research and university-teaching on ethics. I hope that that company will be able to use this necessary statement to put an end to all criminal and civil cases, and I want to turn it public. For this I hand this truthful statement to the public and, to avoid further distortions and harm, I oblige myself to give no more formal statement, through internet or any other means of communication, that contradicts the facts here stated about the alleged facts of criminal activities.
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