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Movimentos da Zona Costeira realizam nova assembléia

Três articulações de movimentos sociais da Zona Costeira do Ceará vão se encontrar de 14 a 17 de julho em Camocim para avaliar suas atuações e fazer um planejamento conjunto. O Tema do encontro será  "Terra é vida na Zona Costeira".
foto de Tatuja - CE
foto de Tatuja - CE

Os movimentos que se articulam em defesa do litoral cearense vão se reunir novamente nos próximos dias 14, 15, 16 e 17 de julho em Tatajuba (Camocim). Em pauta, a avaliação do que foi organizado e realizado desde fevereiro de 2005, quando aconteceu a última Assembléia dos Movimentos Sociais da Zona Costeira do Ceará. A partir disso, deve ser pensado, também coletivamente, o planejamento para 2006 e 2007. Com o tema “Terra é Vida na Zona Costeira!”, a assembléia é o encontro conjunto do Fórum em Defesa da Zona Costeira do Ceará (FDZCC), Fórum de Pescadores e Pescadoras do Litoral Cearense (FPPLC) e da Rede de Educação Ambiental do Litoral Cearense (Realce). 

 


A 2ª Assembléia deve ser a convergência dos planejamentos realizados por cada instância. O encontro vai ser trabalhado em torno de três eixos: contexto e desafios para a Zona Costeira, institucionalidade e sustentabilidade. Num contexto de crise do setor pesqueiro e de graves problemas de especulação imobiliária, a assembléia se desloca para Tatajuba - uma das comunidades mais ameaçadas pela especulação imobiliária - trazendo as questões da terra e do trabalho para o centro dos debates. Nesse sentido, os movimentos vão realizar também uma manifestação no dia 17 de julho, em defesa de “terra e trabalho no litoral”.

 

 

 

Dividido em 4 painéis, a assembléia começa, no sábado (15) pela manhã, discutindo a atuação das três instâncias do movimento (FDZCC, FPPLC e Realce), num diálogo que vai fazer o diagnóstico e avaliar as perspectivas dos movimentos. Depois, o encontro vai focar o problema da “(in)justiça ambiental”, abordando a relação entre terra e trabalho e as dimensões de gênero, raça e etnia. Nos dois últimos painéis, já no domingo (16), vão ser discutidos o desenvolvimento institucional e a sustentabilidade das articulações da Zona Costeira do Ceará. Após avaliação e planejamento, os movimentos realizam a plenária geral do encontro para construir “estratégias e caminhos” para os próximos meses.

 

 

 

A Assembléia dos Movimentos Sociais da Zona Costeira do Ceará termina na segunda-feira, dia 17, com uma manifestação por terra e trabalho, que vai chamar atenção para os problemas de Tatajuba. Naquela região, há um vasto campo de dunas móveis, lagoas, mangues e braços de mar, ecossistemas frágeis, que são legalmente considerados como áreas de proteção permanente. Devido às belezas naturais da praia, a comunidade enfrenta fortes interesses econômicos e especulativos. Lá, algumas pessoas cercam áreas e comercializam terrenos para destinatários estranhos à comunidade, inclusive para estrangeiros. Processo parecido já ocorreu em outras praias do Ceará, como em Jericoacoara.

 


Assembléia de 2005 planejou ações e eventos

 

No ano passado, quase 120 pessoas – na maioria, mulheres – participaram da 1ª Assembléia como representantes das três instâncias dos movimentos sociais do litoral: Realce, FDZCC e Fórum dos Pescadores e Pescadoras do Litoral Cearense (FPPLC). Nele, foram discutidas desde questões jurídicas, com a colaboração da Rede Nacional de Advogados Populares (Renap), aos papéis das relações de gênero, da educação ambiental e da cultura para o fortalecimento das articulações do litoral.

Num segundo momento, foram feitos diagnósticos e relatos de como funcionam os espaços em que atuam os(as) ativistas sociais da Zona Costeira Cearense, em busca de uma definição mais precisa de papéis e prioridades que cabem a cada um.

Ações concretas para o fortalecimento dos movimentos do litoral cearense também foram definidas. O exemplo mais forte foi a realização da campanha “A Lagosta não pode Acabar” e do II Encontro Cultural dos Povos do Mar, organizado, em dezembro do ano passado, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza.

A Assembléia Geral dos Movimentos Sociais é o ponto alto de um processo de autocrítica e de planejamento coletivo, que deve permanecer durante todo o ano. São diversidades e desafios que “unificam a luta e afirmam a vida”. Ou, como disse Beto, do FPPLC: “se a gente tiver organizado, tiver força, tiver boas estratégias, nós vamos ter dias melhores, com menos dificuldades”.

 

 

 

A programação encontra-se disponível em links ou na seção agenda.
Informações: (85)8722.7042 ou 3238.8392

 

 

 

 


12/07/2006

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