26 de julho é o Dia Internacional de Defesa do Ecossistema Manguezal! Isso porque, nesta data, no ano de 1998, organizações de base equatorianas e apoiadas pelo Greenpeace Internacional realizaram uma grande ação de mobilização social contra fazendas de camarão ilegais no Equador que alcançou repercussão mundial. A partir daí, movimentos, organizações sociais e pescadoras/es do Equador, Brasil, Colômbia, México, Honduras, Nigéria, Senegal, Kenya, Bangladesh, Índia, Malásia, Europa e EEUU têm articulado em rede estratégias de defesa dos manguezais em protesto contra a expansão destrutiva principalmente do cultivo de camarão.
Para resistir à expansão da carcinicultura em seus territórios, a comunidade decidiu construir em uma das áreas de interesse de empresários para instalação de viveiros de camarão, o Centro de Educação Ambiental e Turismo Ecológico: Encante do Mangue – um espaço comunitário de reuniões e mobilizações entre os moradores locais. Segundo senhor Raimundo, membro da diretoria da Associação de Marisqueiras e Pescadores de Curral Velho, sem o Centro, a comunidade não resistiria com a mesma força à cobiça dos empresários: “Se a gente não tivesse construído este Centro aqui, hoje aqui seria um viveiro de camarão, e talvez nem as casas que continuam aqui existissem mais”.
Confira depoimentos dos jovens que participaram da atividade:
Defender o manguezal hoje para garantir o futuro. O Manguezal nos fornece a vida em todos os sentidos” Alana, Angelúcia e Laurena.
“O manguezal é uma forma cultural e ambiental. Traz muita alimentação para toda a população em geral e tradicional”. Raimundo, Francisco, Tatu (pescadores da comunidade de Curral Velho) e Edvá (jovem da comunidade de Curral Velho).
“Proteção contra enchentes, alimentação, diversão. Ele nos fornece matérias-prima para fazer artesanatos. Devemos preservar o manguezal como se fosse nossa vida”. Brena, Michele e Raquel.
“O manguezal é uma fonte de vida tanto para nós, como para a sociedade. O manguezal é nosso patrimônio, por isso que devemos preservar”. Aliciane, Vanessa e Suzana.
“Será que quando for cortada a última árvore, poluído o último rio e pescado o último peixe é que vão perceber que não pode comer dinheiro?”. Rochele, Juliana e Joyce.
27/07/2010